Não penses no que podes perder, mas lembra-te do que queres ganhar. DeRose
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Por falar em livros, anos depois, uma ex-discípula muito querida que na época tinha uma academia em Curitiba, Profa. Riva Pimentel, escreveu-nos da Índia, onde tinha ido fazer um curso. Ela é formada em biblioteconomia e foi xeretar os arquivos das bibliotecas indianas. Encontrou a ficha de um livro com um título que lhe chamou a atenção: Yôga aur Swásthya. Porém, o livro não existia mais lá. Com os dados da sua carta, no ano seguinte voltei pela enésima vez à Índia e fui a todas as bibliotecas que pude encontrar. Em algumas, localizei a ficha do livro, entretanto, já não havia nenhum exemplar. Numa delas, o bibliotecário-chefe me sugeriu procurar nas livrarias de Delhi.
Acontece que nelas não sabiam de que se tratava. Então, ocorreu-me que na Índia há livrarias especiais que só vendem livros em hindi, língua que não é lida por estrangeiros curiosos. Aí não foi difícil achar o livro. Na décima-segunda livraria hindi que visitei havia um exemplar. O funcionário, solícito, foi lá dentro buscá-lo. Só que (eu não sabia) é uma instituição de mercado indiana: quando você pede um produto e o vendedor não tem ele lhe empurra outro com a cara mais deslavada. Assim, quando ele me entregou o livro... era um segundo trabalho com título semelhante: Swásthya aur Yôgásana. Comprei incontinenti o que encontrei, pois era muito importante tê-lo para aplacar o argumento dos detratores, de que a própria palavra swásthya tivesse sido criada por nós.
A data de publicação proporcionou uma boa dose de estímulo. Havia sido publicado na Índia em 1982! Portanto, o Prontuário de Swásthya Yôga não pode ter-se inspirado nele, já que foi editado no Brasil em 1969. Até bem que poderia ter ocorrido o contrário, isto é, traz-nos grande satisfação imaginar que o nosso livro poderia ter inspirado o outro. O fato é que o Prontuário de Swásthya Yôga foi introduzido na Índia a partir de 1975 e doado a diversas bibliotecas, escolas, mosteiros e Mestres.
Quanto à língua, há indianos que entendem português, já que parte da Índia foi colonizada pelos portugueses. Quando fizemos o curso no Yôga Institute de Bombay, nossas aulas de Sámkhya foram dadas em português por um Mestre hindu nascido em Goa. Em Rishikesh, todos os anos temos a oportunidade de aprofundar-nos em filosofia e sânscrito em animados diálogos, travados também em português, com o Swámi Turyánanda Saraswati.
Extraído do livro Quando é preciso ser forte, do Mestre DeRose